Uma vantagem real de 3% não protege ninguém de uma sequência de dez derrotas. Elas acontecem, e vão acontecer. A pergunta que importa não é se você vai enfrentar uma, e sim se a sua banca sobrevive quando ela vier.
É por isso que apostar 20% da banca numa aposta boa é pior do que apostar 2% numa aposta mediana: a primeira quebra você antes de a vantagem aparecer.
Stake fixa
Sempre o mesmo valor, definido como percentual da banca inicial: normalmente entre 1% e 3%. É simples, previsível e fácil de auditar depois. A desvantagem é ignorar o tamanho da vantagem: você aposta o mesmo numa oportunidade de 2% e numa de 10%.
Stake proporcional
O mesmo percentual, mas recalculado sobre a banca atual. Ela encolhe nas sequências ruins e cresce nas boas, o que protege o capital de forma automática. É o caminho do meio, e serve bem para a maioria.
Critério de Kelly
Dimensiona a entrada conforme a vantagem: quanto maior o valor esperado, maior a fração da banca. Matematicamente é o que faz a banca crescer mais rápido no longo prazo, e a calculadora de Kelly resolve a conta.
O problema é que Kelly assume que a sua probabilidade está exata, e ela nunca está. Superestimar a vantagem em poucos pontos já faz o Kelly inteiro apostar demais. Por isso quase todo mundo que usa opera em meio Kelly ou um quarto: cresce um pouco mais devagar e aguenta muito mais tranco.
Registre tudo
Anote cada aposta com a odd do momento, o valor e o resultado. Sem registro não dá para saber se você tem vantagem real ou apenas passou por um período de sorte, e essa diferença só aparece depois de algumas centenas de apostas.